domingo, 17 de agosto de 2014

O PARADOXO DO "TUDO QUE É NADA" E O "NADA QUE É TUDO"

Como você pode dividir alguma coisa por zero? O resultado é simples, é zero! Mas como eu divido uma coisa e ela simplesmente desaparece?

Esse foi o problema que o número zero teve com os Gregos. Os filósofos tinham muitas discussões a respeito desse conceito de zero. É antes de um, então não é nada. O número zero foi introduzido na nossa cultura, pelos Árabes. Quando o Islamismo espalhava conhecimento, não esse islamismo que temos hoje.


Então você tem zero que é = infinito. Einstein fez um calculo matemático sobre sua teoria da relatividade e chegou a conclusão que no universo, deveria existir lugares onde o espaço é tão deformado e denso, que a sua gravidade seria infinita. Sua equação terminava com um "zero", somando por outro e outro e outro infinitamente. O calculo levava ao conceito de buraco negro, que ele mesmo achou que era impossível da natureza produzir uma anomalia assim.

O paradoxo de que o tudo também é nada existe realmente. Zero é tanto nada como é infinito. Quando você divide por zero, está dividindo por um número incalculável e infinito... logo... por nada.

Vamos ver esse paradoxo novamente... A pessoa que "ama tudo" . Se ela ama tudo mundo, na verdade ela não ama nada. Porque o amor seria a exceção, e não a regra. A mesma coisa da pessoa que diz que "quer tudo", na verdade ela não está querendo nada. O infinito, o tudo também é nada.


É por exemplo o conceito de Deus, Deus é tudo, mas ao mesmo tempo ele não intervem em nada. Porque? Ele não pode intervir se ele é tudo, se ele é tudo ele é o mal também. Se ele é tudo, ele também é o pecado e também é o Diabo, não foi tudo criado dele?

Enfim... Einstein estava errado, ele acertou a conta matemática e existem sim buracos negros. Para falar a verdade, em toda galaxia existe um buraco negro massivo de tamanho proporcional ao da galáxia, provavelmente eles fazem parte da construção da nossa "Via Lacta". Se existir um deus... o nosso é esse. Existem outras bilhões de galáxias no universo observável, talvez até mais se a tecnologia avançar consigamos ver mais e mais... talvez infinito...


Foto da nossa galáxia

segunda-feira, 12 de maio de 2014

As evidências que explicam a extinção da vida na terra.


A foto, é da cratera do meteoro, localizada no Arizona EUA. Uma das evidencias que levaram os cientistas a acreditar que ela foi formada por um meteoro são os vidros quartzo. Um tipo de vidro muito raro, que só seria produzido a temperaturas e pressão altíssima, de proporção nuclear. A outra evidencia, foi que encontraram um irídio, um elemento raríssimo na terra, mas abundante em meteoritos.

Nos anos 70, um geólogo a serviço de uma petroleira descobriu a cratera de Yucatán, no México. Ela tem mais ou menos 18 vezes o tamanho da cratera do Arizona. Com o passar do tempo, os pesquisadores descobriram o vidro quartzo e uma concentração alta de irídio. Estimasse que a energia liberada na explosão seja de milhões de bombas nucleares (mais do que todo o arsenal da terra). Praticamente tudo foi queimado, fumaça bloqueou o sol por meses, matando as plantas... e boa parte da vida que não se adaptou. Foi o fim da era dos dinossauros e início da era dos mamíferos.

Recentemente caiu um meteoro na Rússia, felizmente registrado por muitas câmeras. E foi um pequeno, um grande poderia causar o fim da civilização humana!

Mas não podemos reclamar dos meteoros que vem do espaço, segundo outras teorias, a bilhões de anos, muito antes dos dinossauros. Uma tempestade de meteoros caiu na terra trazendo pedras de sal e dentro dessas pedras minúsculas gotas de água. Essa que você bebe hoje em dia, pode ter viajado milhares de anos luz pelo espaço. É lindo não é mesmo? A água que você bebe pode ter bilhões de anos de idade e ter percorrido pelo universo através de um meteoro até você.

terça-feira, 29 de abril de 2014

P R O D U Ç Ã O



Você sabia que uma nebulosa produz estrelas a milhares de anos? E você? Como  você produz, o que motiva e te satisfaz produzindo, e o que pretende produzir? Um dia todas as estrelas vão se apagar... mas enquanto isso não acontece, uma nebulosa produz estrelas... Porque ela produz? Elas simplesmente produzem né? Os animais foram escravizados por nós, eles produzem alimento e nem sabem... Cada ser tem uma forma diferente de produzir, uma motivação ou não, ou nem sabem que são um tipo de produção. Nem devem saber rsrs

E você, o que te motiva a produzir? O que é produção para você? Sim, estou perguntando à você mesmo! Eu acredito, que temos motivos diferentes para produzir, todos interligados com o instinto de sobreviver, literalmente existir. Vamos aos motivos que uma pessoa pode ter para produzir, existem alguns que se sobressaem mais que outros.

A produção passa pelo sexo. Sexo, é parte da função biológica de se reproduzir, de se fazer uma cópia mesclada com outra pessoa que lhe dará uma boa descendência! Isso não tem só haver com escolher um(a) parceira(o) inteligente e bem sucedida, tem haver também com questão anatômicas, coisas que devem atrair sexualmente. Mas então, isso explica o porque o sexo é prazeroso, o objetivo final mesmo é "fazer um filho", ou adotar um. Nas mulheres, mesmos as lésbicas esse tipo de produção, de instinto não é ignorado. Nos homens, esse instinto pode até nem ser despertado, porque os homens são mais ligados a paixões carnais do que as mulheres (diferente dos homens, as mulheres nunca abandonariam os filhos por um parceiro(a)). O fato é que é um instinto forte, primário e uma forma de produção também. Fazer vasectomias ou laqueaduras trazem malefícios ao corpo humano no decorrer dos anos, nosso corpo, é naturalmente um reprodutor.

Temos vários outros tipos de motivação. As outras principais são a econômica, a existencial e a artística.

A econômica é muito importante, ela está muito ligada a produção biológica. Muitas pessoas produzem dinheiro, literalmente. Não posso dizer que sejam todas, mas é quase impossível conhecer alguém que não produza dinheiro, trabalho duro, etc... Em termos de sociedade, ela é fundamental. Mesmo que você não produza dinheiro/trabalho pela vida toda, um momento vai passar por esse tipo de produção.
Fiquem de olho porque os asiáticos produzem muito, mais que os europeus, americanos e africanos. Eles vão dominar o mundo, essa questão da economia é muito mais ampla do que se imagina, olho nela!

A produção artística ...

A produção artística não é para todos... Consumir arte não é o mesmo que produzir. A arte não é um tipo de produção fácil, uma parte do seu cérebro tem de ser muito inteligente para produzir. Criar é ainda mais complicado ainda... Criar arte é a ponta da lança, é como uma pessoa que passa uma abordagem e técnica, para uma forma nova de horizonte. Ou seja, mesmo a produção intelectual, filosófica e científica, quando é nova é um tipo de criação. Isso vai além de produzir, ou se reproduzir. A arte é fundamental. Diria que Freud foi um artista da psicologia. Einstein foi um artista supremo na física... Steve Jobs é um artista empresarial, a arte vai da produção à criação, e se criou para mim é arte. A arte é um conceito muito mais amplo que isso, não sei se palavras conseguiriam expressar, talvez nem os livros.

A existência produz

A filosofia é uma forma de produção existencial, claro que ela está ligada a arte também... A filosofia influencia nossa visão de mundo, que influência nossa relação com o mundo, comportamento e por fim influência o mundo. Filosofar é importante, mesclar isso com arte também. É um caminho que vai abrir sua mente, e tem um preço para isso.

A política é a produção existencial suprema. Um político pode ter muitas motivações, mas aqueles que realmente "fazem as coisas acontecer" possuem sempre uma motivação existencial muito forte. Para a pessoa que faz política, e é motivada por um desejo interno, não basta o poder, não basta o dinheiro, eles querem transformar a realidade pela ideologia em que acreditam. A magnitude deste tipo de produção passa por grandes líderes, rebeliões que ruíram impérios, reis que acreditavam ser deuses e vilões da humanidade. Quem faz política e influência a sociedade, mesmo que por uma motivação psicótica ou inconsciente, está produzindo existencialmente.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Dom Pedro I, algumas coisas sobre meu herói Brasileiro preferido.



Para falar de Dom Pedro, é preciso falar sobre o período em que ele vivia e como isso influenciou o comportamento dele, também falarei sobre a personalidade do nosso primeiro imperador.

Pedro, nasce no século XIX, na verdade no final do século XVIII, mas pode se dizer que ele pertence intelectualmente ao século XIX, vou explicar adiante.
Vou falar da personalidade dele e minha perspectiva pessoal das decisões que ele tomou.

Pedro e toda a historia do mundo passam por Napoleão, e junto com as guerras (chega ao Brasil ainda criança fugindo das guerras napoleônicas), as ideias iluministas e revolucionárias. Pedro faz tanto parte do século XIX que ele chega a dizer que o sangue que corre nas veias dele é o mesmo sangue que corre nas veias dos escravos negros! Não tem como ser menos influenciado pelo iluminismo que isso, vejam bem... o escravo era escravo porque por toda a história humana, as pessoas acreditavam nas diferenças entre seres humanos. Com o iluminismo, veio a igualdade, somos iguais. O iluminismo foi um amadurecimento sem precedentes e Pedro I tinha muita influência desses novos ventos. Ironicamente, esse pensamento também atentava contra a monarquia, vou falar sobre como Pedro lidou com isso para se manter e manter a família no poder.

Algumas coisas sobre Pedro. Era epilético, acho que isso deu um tom de empatia na personalidade dele, talvez sensibilidade. Gostava do campo e de aventuras, era uma pessoa inteligente mas não muito apegada aos estudos. Praticava marcenaria (trabalho considerado de escravo). Não era para herdar o trono mas o irmão morreu, isso meio que era uma maldição na família de Pedro, o pai João VI também não era o primeiro na linhagem. E há boatos que saia escondido para farrear sem revelar ser um príncipe, essa parte é realmente interessante.

O pai dele teve de voltar à Portugal, ele ficou com o título de príncipe regente. Porém as cortes portuguesas fizeram pressão para ele voltar também. Desafiador, falou que ficava. Logo seu pai rebaixou seu cargo de príncipe regente à delegado de Portugal, indignado, não pensou duas vezes e em uma cerimônia singela declarou a independência do Brasil! (7/9/1822)

O Brasil... Nosso grande Brasil! Já havíamos salvado o império português antes, financiamos sua frota naval para derrotar os turcos e uma invasão do seu império no século XVIII, havíamos financiado a reconstrução de Lisboa depois do grande terremoto neste mesmo século. Portugal foi sim muito grande, tinha um império que ia até o extremo oriente mas a união ibérica fez o país Luzitano perder uma gama alta de territórios asiáticos. Sim, ainda haviam colônias na áfrica, mas de todas a mais lucrativa era o Brasil. Depois que a família real se mudou o Brasil sofreu uma rápida transformação, ser colônia novamente não seria possível. A decisão de pedro de, rejeitar voltar a Portugal, foi uma jogada de gênio. Até porque a elite brasileira apoiou a decisão dele se tornar imperador. Os Portugueses não tinham ideia do que acontecia aqui, e de fato o Brasil se tornou independente. Pedro paga uma taxa altíssima, não me lembro bem mas acho que eram 2 milhões de libras esterlinas a Portugal, fato que deixou os Brasileiros irritadíssimos. Mas eu acho que foi uma tentativa do imperador de conseguir agradar a todos, talvez tenha salvado até a própria família de sofrer um golpe de estado fazendo isso.

Pois bem, Pedro dá ao Brasil a independência e cria uma constituição. Chega a dissolver o parlamento e restabelecer ele novamente, depois de exilar algumas pessoas. O fato é que os políticos aqui queriam uma constituição mais liberal possível, com um imperador sem poderes políticos. Lógico que Pedro não iria aceitar ceder assim, e no final a constituição que ficou lhe dava poder de vetar leis ou dissolver o parlamento. Os contrastes no Brasil aparecem já de cara, mesmo uma nação escravocrata e com um imperador real, a imprensa brasileira era até bem livre e existiam poderes executivo, legislativo e judiciário.

O fato é, ele fez parte da construção do Brasil. E a constituição 1824, fato importantíssimo.

Tinha uma amante, haviam boatos... Casou mais de uma vez, teve muitos filhos... Houveram várias revoltas no Brasil, que foram bem reprimidas. Esse desempenho deixou o país unido. A independência do Uruguai foi um golpe em sua reputação, Pedro não era um rei absolutista e pela forma que governou não parecia pretender isso. Ele dependia de sua reputação para governar, não podia demandar como bem entendesse.

Seu pai morre, ele viaja a terra natal e é coroado rei Pedro IV, 27° rei de Portugal. Então é Pedro IV de Portugal e Pedro I do Brasil. Mas nossa constituição que ele mesmo criou não permitia o imperador ser soberano em dois países. Deixou a coroa com a filha e regressa ao Brasil novamente como Dom Pedro I.

Agora começa uma história interessantíssima, nossa! O irmão de Pedro, Miguel é uma pessoa ambiciosa. Já havia antes tentado derrubar o pai João para lhe tomar a coroa. Pedro que sabe o problema que poderia ter, tentando novamente agradar a todos, promete a filha em casamento a Miguel. A filha que ele deixou a coroa, ela ainda era criança. Ele (Miguel) iria cuidar de Portugal como um tutor seguindo a constituição regida por Pedro até a sobrinha ter idade suficiente para casar com ele.

Porém Miguel percebe que tem muita gente que apoia um governo radical absolutista, uma grande parte do clero e da população pobre que era influenciada pela igreja o apoiavam. Então vendo que a constituição lhe dava poderes limitados, decide se coroar rei usurpando a coroa da sobrinha. Uma pequena parte do exército apoiava as ideias liberais, influenciados pela maçonaria. Também a elite intelectual, e uma pequena parte do clero. O país está dividido.

Miguel apoiado pela Espanha usurpa a coroa da sua sobrinha e prometida Maria da Glória, filha de Pedro. Começa uma guerra civil, onde os Miguelitas absolutistas levam a vantagem sobre os liberais defensores da coroa de Maria da Glória. Pessoas são enforcadas, o exército Miguelista é maioria e um banho de sangue por ideologias é derramado. Miguel não aceita a constituição regida por Pedro, que permite ao país ter uma câmara de deputados, ele quer poder absoluto. Ele vai na contra mão da história, enquanto com a coroa pertencendo a Maria da Glória, o país poderia ter espaço para partidos e representação política.

Agora Pedro tem um problema sério, assegurar a coroa para a filha. Sua imagem no Brasil não estava muito boa. No exterior sua imagem era a de um grande líder e diplomata iluminado, final ele havia dado carta de constituição ao Brasil e a Portugal, e tornado nosso país independente. Já no Brasil, havia um fiasco militar na cisplatina. A questão dele ter sido coroado em Portugal também havia minado sua reputação e o caso extraconjugal que ele mantinha criavam fofocas. Como sempre o Brasil com uma imagem mais positiva no exterior do que dentro. Agora a atitude que ele toma eu tiro o chapéu, simplesmente ele abdica a coroa de imperador e a passa ao seu filho Pedro II, com apenas 5 anos. Pedro II irá ser Imperador de fato aos 18 anos, o intervalo será conhecido como período das regências. Ele abdica, porque agora está em missão: "Resgatar a coroa da filha", esperto, sabe que os Brasileiros não aceitariam ver o imperador cuidar dos assuntos da ex-metrópole, e Pedro vai em busca de cuidar de seus assuntos de família. Essa atitude eu admirei, é um conto real!

Agora não é mais imperador(+- 1832)... com o título de Duque de Bragança vende suas coisas, faz empréstimos e viaja à Inglaterra. Lá, compra navios de Guerra e contrata 7500 mercenários Ingleses, Belgas, Franceses, Italianos e Alemães. Parte para Portugal e desembarca suas tropas. Com ataques anfíbios e o bom desempenho da frota naval de Pedro ele consegue virar o jogo. A força de Miguel era até superior numericamente mas foi dobrada, Pedro sai como o grande vencedor. Não é vingativo, não manda enforcar o irmão apenas exila ele e o proíbe de pisar em Portugal. Muitos portugueses não entenderam essa atitude, Pedro não era vingativo. Eu admiro isso na personalidade dele.

Vítima de tuberculose pega na guerra, morre 4 dias depois de assegurar o trono de Portugal para a filha em 1834. O trono de Pedro II estava assegurado no Brasil. Muita da raiva criada pelos brasileiros sobre o imperador estava no fato dele se priorizar as questões da família dele em relação ao Brasil. Essa atitude de Pedro no entanto são as que eu mais gosto. Ele era um aventureiro, um boêmio. Dizem que tinha um humor agressivo, mais ou menos como um carioca. Na guerra contra o irmão Miguel havia conseguido apoio da Inglaterra, França, alguns voluntários e até a Espanha mudou de lado no final. Nasceu infante, foi príncipe, imperador, rei, abdicou o reinado em favor da filha, abdicou o império em favor do filho, se tornou Duque e morreu na mesma casa onde havia nascido em Portugal, com apenas 35 anos.

150 anos depois de sua morte, seus restos mortais são trazidos ao Brasil. Ele foi havia sido enterrado com um uniforme de general. Ele é o meu herói Brasileiro preferido por sua personalidade, ação diplomática e militar, e o cuidado que teve com a Coroa e com a família.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Grandes Personalidades que eu admiro - Frederico O Grande


Frederico O Grande, foi o maior dos homens entre os alemães. Na sua juventude Frederico era um amante da arte, música e literatura em especial a francesa. Seu pai tentou moldar nele a própria imagem, a de um militar. Aos 18 anos Frederico tentou fugir para a Inglaterra com um amigo, afim de fugir da tirania do pai. Ele foi preso acusado de traição e viu este amigo sendo decapitado em sua frente. Passou por vários cargos subalternos na administração e no exército, experiência que lhe deu o conhecimento das necessidades da Prússia.

Quando seu pai morreu, se torna rei.

Seu reinado foi de um grande avanço no campo econômico militar e da arte e filosofia na Alemanha, fez de Berlim (a cidade em que nasceu) uma das capitais das luzes. Criou escolas públicas Decretou a tolerância em relação as crenças religiosas. Ficou amigo do filósofo iluminista Voltaire, a quem convidou para fazer parte da corte. Manteve o estado forte, mesmo reconhecendo a ascensão da burguesia. Criou o Banco de Berlin, com a mesma estrutura técnica do Banco da Inglaterra. Deu foco econômico na produção de tecidos e metalúrgica. Chegou mesmo a contratar 300 mil colonos estrangeiros que foram patrocinados por seu estado. E inseriu a cultura da batata na dieta dos prussianos.



Paralelamente, Frederico também se preocupou em deixar o exército sempre organizado e abastecido. Aqui vem a ironia, pois é mostrado seu caráter militar que tanto ele tentou negar, mesmo fugir. No mesmo ano em que foi coroado (1740) invadiu a Áustria e conseguiu tomar a região da Silésia, onde conseguiu uma importante vitória. Depois tentou conquistar a Boêmia, mas foi repelido. Em 1756 a Áustria, Russia e França se Aliaram contra Frederico, que logo invade a Saxônia. Se inicia a Guerra dos 7 anos. França, Russia e Áustria atacam seu reino por todos os lados. A Inglaterra é sua aliada, na America do Norte e Índia ela e França disputam territórios coloniais. Ele é favorável ao uso da cavalaria (que ele as vezes a proibia de usar armas de fogo). Focando em velocidade tática e surpresa. No final do conflito a Prússia se encontra arrasada pela guerra, por sorte a Czar Russa Elizabeth morre e sobe ao trono o czar Pedro III, que admirava Frederico. Logo o novo czar desfez a aliança anti-prussiana e assinou um armistício.

No final de seu reinado, reconstrói o país devastado pela guerra. É considerado um dos maiores gênios militares da Europa seu legado foi transformar a Prússia em uma das maiores potências europeias. O trabalho que ele fez na política cultura deram as bases para a Alemanha ser o centro cultural do mundo no século XIX.

07/11/2012 - http://www.facebook.com/josellyson.fernandes

Trechos da vida de um amigo querido


Este meu amigo sempre foi guerreiro, pelo menos dês de que me lembro. Dês de as partidas de Mortal Combat no SN, até as grandes batalhas no Age of Mitology. Mas não parava por aí, era brigão na escola indisciplinado, rebelde. A guerra não vem de fora, a guerra vem de dentro, do interior das pessoas. Dos sentimentos confusos, dos desejos que estão conflito... E ela sai do indivíduo de diversas formas, seja com violência, seja com um esporte competitivo, seja com jogos de vídeo game, seja mesmo com discussões sobre política ou religião... São todas as formas de descarregar demônios interiores. Um exemplo: Eu conheço uma moça que pessoalmente não entra em conflito com ninguém, uma flor... Mas pelas redes sociais é uma vigorosa ativista política que choca as pessoas com imagens de uma realidade, de uma causa que ela defende. Ela não é violenta, ela não é discutir, mas a guerra está lá.

E então, voltando ao meu amigo... Lá estava ele, um deus, como todos os adolescentes um dia acreditaram ser. Cabelos longos, corpo no auge físico. Sem culpa, viajando, conhecendo lugares, conhecendo garotas. Sem culpas, sem responsabilidades a não ser se meter em encrenca e aventuras, como uma versão de Connan o Bárbaro, porém uma adaptação da amazônia. Os objetivos da vida dele, zerar em menos tempo possível o maior números de jogos, ou garotas. Talvez a religião dele fosse um pouco de Silent Hill com Castlevania. Ele gostava de Heavy Metal, do André Matos e do Axel Rose dizendo que seriam as únicas pessoas do mesmo sexo que experimentaria. Mas de qualquer forma... todas essas características, apesar de serem fantásticas e de darem uma certa inveja de quem não tem tanta iniciativa possuem um lado perigoso. Os cuidados que ele recebia da família, eram puramente relacionados a moral ética baseada na crença cristã. Não ia muito longe disto, desamparado pelos pais e sentindo inveja dos irmãos, ele foi criado de forma descuidada.

Sim... as pessoas impulsivas, promíscuas e violentas que conheci possuem uma característica muito interessante. Quando eu conheci mais a fundo elas, descobri que de certa forma elas foram criadas ao vento, com descuido. Não estou querendo rotular, são impressões que tive de algumas pessoas assim. De certa forma invejamos pessoas que agem pelo desejo, pelo impulso. Não é por acaso que filmes violentos e os super-heróis fazem tanto sucesso, ou mesmo de disfarçadamente a pornografia. E lá estava ele, sem cuidados, sem se cuidar. Colocando a vida em perigo, passando por situações constrangedoras, complicadas. É um preço alto a se pagar pelos desejos, por querer ser deus. No fundo ele sabia do perigo que corria, pois a medida em que o tempo passava, mais distante ele ficava da própria família... Ele estava virando adulto e os frágeis laços que o ligavam à aquela família que já não cuidava bem dele estavam prestes a se romper. Ele iria ficar totalmente só.

Totalmente só? Talvez não. Havia uma garota... oras, sempre existe uma garota! Drogada, magra... com baixo estima. Ela acreditava nele. Isso é bom, não é? Quando acreditam em nós, investem, amam. E ela fazia tudo isso, e ainda mais um plus-anal. Era o que ela tinha a oferecer, mas... mesmo sendo tão pouco (relativamente) creio que foi importante para a virada que ocorreu na vida dele. Mas que infelizmente não acabou em uma homeostase.

Essa virada eu não pude acompanhar, de longe só via uma paranoia e uma busca por significado.

A religião possui cateterísticas muito peculiares e sociais. Não é por acaso que ela seja tão importante na sociedade. Um dos principais papeis da religião é reprimir os impulsos violentos e sexuais das pessoas. Não é a toa que nas cadeias as igrejas sempre dão certo. Ou na universidade, onde se encontram as pessoas mais sociais e desenvolvidas a religião esteja tão em baixa. É a forma como ela funciona, é uma etapa do desenvolvimento individual e digo mais, humano. Conforme a pessoa cresce ou a sociedade cresce se desenvolve a religião vai perdendo espaço para o secularismo. Pois bem, no caso deste meu amigo, uma mudança era necessária. A religião fez o papel excelente de agência controladora do comportamento e ele mudou de vida. Sem promiscuidades, sem ficar ao vento. Montou uma família com aquela garota e ela deixou as drogas. Eles estudam, trabalham... claro que esta história é muito bonita e até emocionante. Provavelmente ele deve ter usado na igreja dele para mostrar a "transformação da fé." Mas não para por aí.

Como falei antes. Não é ainda homeostase. Eu não posso dizer que fiquei triste com o que aconteceu com ele... Eu acho que seria muita insensibilidade esperar ele evoluir do que está, tudo é feito passo a passo e devagar. Eu acredito que ele deve ter atribuído muito do que é hoje a mudança que aconteceu na vida dele com a conversão. Muita gratidão, muito amor, porém o amor cega. Como eu falei antes, dos cuidados que ele recebeu talvez os mais significativos fossem os relacionados a moral ética baseada na crença cristã. Agora ele teve de abandonar tudo que não estivesse relacionado a moral e ética cristã... ele encontrou a receita de ser feliz já pronta. Todo aquele descuido esta sendo corrigido com a comunidade da igreja dele e agora que possui uma família, deve buscar as bases para construir ela. E onde encontrar isso? Na fé. Só que o preço é alto. Como ele precisa construir uma estrutura e não possui tempo ou não teve o cuidado, uma referência... precisa ser radical. Aí mora outro perigo, ao invés de um equilíbrio ele de um extremo foi a outro, fazendo o caminho oposto, o leão vira camelo. O caminho correto seria, o camelo virar o leão para depois ser criança (vi isso no Assim Falou Zaratustra). Ele era um leão, pensamento solto. Agora ele deve se policiar, pensar antes de pensar. Seguir um modelo já pronto, crucifixado, ele esta se crucifixando, crucifixando a liberdade. Não pode mais se envolver em assunto seculares, não pode se misturar pois ainda está se construindo, construindo as próprias bases. Ele se transformou em um camelo, levando uma carga excessiva de responsabilidades que no fundo não pertencem a ele. Levando uma jaula nas costas. Posso ficar indignado, mas sei que este extremo é passageiro, é enquanto ele organiza a própria identidade. Se ele deixar de ser extremo, é porque deu tudo certo... Uma pessoa normal, seria criada mais presa, com mais carinho e de forma mais segura. É uma forma de ser um camelo, pois tudo que ela aprende e é vem dos pais. De camelo, buscaria a própria identidade o próprio querer e se transformaria em um leão, a independência. Mas com um bom preparo, essa fase é vivida de forma segura. Para com sorte poder virar uma criança. E com os olhos de uma criança aprender mais. Mesmo ele fazendo o caminho inverso sendo antes um Leão, não por opção e agora um Camelo, acredito que ele vai conseguir se transformar em uma Criança.

- Publicado no FabeBook dia 09/10/2012 -  http://www.facebook.com/josellyson.fernandes

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A contribuição do Rock e do movimento Hippie para a relativa paz que vivemos hoje.

O rock é um movimento musical que se iniciou com negros norte americanos que tocavam Blues e Jazz em meados dos anos 40. Ficou realmente popular ao ser tocado por um ícone mais aceito socialmente: Elvis Presley. No início, era apenas uma música animada que deixava as meninas eufóricas e tinha até certo ponto uma rebeldia inofensiva. Um tanto rebelde, um tanto sensual, a mídia caiu em cima e transformou esse movimento musical em algo muito lucrativo. Era a era de ouro do capitalismo e o público jovem nasce como uma das principais fontes de lucro para a industria.

Rock ’in Roll e a agressividade.

A sociedade dos anos 60-70 estava mais alerta para o que estava acontecendo ao seu redor. Existia uma ameaça de aniquilação da humanidade, era a guerra fria e o medo nuclear. As grandes guerras das décadas anteriores serviram para mostrar como a massa pode ser manipulada em benefício de poucos. O rock ganha um estilo mais violento e rebelde, aquela rebeldia amena se transforma em um caldeirão. O movimento Hippie era basicamente um adolescente que deixa as convicções paternais e inicia uma viagem de auto-conhecimento. Era época de experimentar, romper as regras, romper preconceitos. Foi um movimento extremamente libertino com o slogan: “faça amor, não faça guerra”. Claro que no Rock que já possuía um temperamento rebelde, essa fase serviu para maximizar a energia destrutiva e também a energia para mudança que ameaçou a sociedade conservadora. O resultado disso foram músicas com alto nível de crítica, o uso demasiado de entorpecentes e confrontos com a polícia. No Brasil, a banda Aborto Elétrico (embrião da legião urbana) teve sua parte ao criticar diretamente a ditadura. Claro que isso não era uma exclusividade do Rock, e sim de um grupo de pessoas intelectuais, políticas e artísticas que fizeram um bom trabalho para deixar nosso mundo melhor. Todos esses artistas e políticos usavam muitas drogas, mas ficou nas costas do movimento Hippie e Rock o estereótipo de drogado e sua divulgação. Fica uma observação: Nem todos os Hippies ou pessoas que curtem Rock usavam (usam) drogas.

O rock por seu aspecto “auto-destrutivo”, não é saudável. É um estilo de vida insustentável e vagabundo que não pode ser levado a sério. Neste ponto eu concordo com as pessoas conservadoras. É preciso haver Lei e Moral para ter uma sociedade séria, não é por acaso que o Rock é tão mal visto por pessoas de caráter conservador. Mas se o Rock é a voz do protesto nascido dos negros dos anos 40, que com certeza eram oprimidos, ficou forte com uma Guerra inútil (Vietnan) e nasceu no Brasil para fazer frente a ditadura militar: Porque, mesmo em uma escala menor ainda possui fãs?

Por conta seu aspecto “destrutivo”. Para se criar é preciso destruir, lei natural da ordem. Os fãs do Rock nunca vão estar satisfeitos, seja com eles mesmos, seja com a nossa sociedade, seja com o desmatamento, impostos, etc. Rock significa dizer “não”. Não aceito, quero diferente, quero fazer a diferença. Os pais tem medo ao ver os filhos escutando esse tipo de música, porque temem essa energia destrutiva. Mas o pensamento conservador é o mesmo que manda pessoas para a guerra, fazendo ela sentido ou não.

Rock é uma das milhares de maneiras de expressão, em especial de protesto. Ele não possui energia em si, apenas reflete o que a pessoa trás no coração.

Disco Green River, lançado em agosto de 1969